22 maio 2006

Um pequeno conto...

Os dois putos entretinham-se a jogar uma bola de trapos num terreno enlameado da sua rua, cujos taipais mostravam mais do que tapavam e onde aqueles ( e outros ) rapazes exerciam o seu estudo e educação.... as de rua....
Figueiredo e Ramiro eram os compinchas em questão. O primeiro, mais conhecido pelo Fivelas era assim chamado porque já tendo sido um pouco "anafadinho" a vida desatou a pregar partidas à família que, de revés em revés foi parar à mais triste condição de pobrete ( nada alegrete ) e excluindo um mísero barraco ( para albergar os pais, dois irmãos mais pequenos, um cão e uma televisão) a sua maior riqueza era o espaço daquela antiga sucateira... a servir de campo da bola.
O segundo, mais rufia e traquejado nas andanças da valeta, era o Passa-Chuva, assim chamado pelo facto de ser tão magro, tão magro, tão magro... que (diziam por graça) quando chuvia conseguia passar pelo meio dela, sem se molhar. Era, de facto muito esguio, escorregadio até, e que o digam os comerciantes e polícias da zona pois tantas vezes lhes fugira das mãos.... Uma vez até teve o atrevimento de fugir e levar consigo a "prova" do crime, que naquele dia deve ter "aconchegado" os estomagos lá da sua telha.
Paciência.... menos negócio para o Sr. Bandeira que nesse dia fechou a loja com uns dinheiros a menos e uma falta inesperada nos stocks da sua loja. E que lindos e bons que eram aqueles chouriços....
Bom... adiante....
A um chuto do Fivelas não correspondeu, desta vez o Passa-Chuva com uma daquelas habituais (e boas) defesas em que se revia, qual galáctico, a levar o ´"bruááá" a todas as bancadas, pela emoção de um golo.... afinal impossível.
Também não foi golo pois que, a avaliar pelos seus parâmetros, a bola foi alta de mais, passando muito acima da "barra" que não existia, restando apenas os "postes" marcados com duas latas d´óleo já enferrujadas.
E a maltrapilha da bola lá foi cair junto aos taipais do terreno. Para lá deste a rua servia de "fronteira". Para cá, deste lado do taipal, a miséria.... para lá daquela rua as casas das pessoas com dinheiro. importantes....
Os dois precipitaram-se para lá. O Fivelas meteu o braço entre os taipais para arrancar a bola do passeio e salvá-la de algum passante mais malandro que a chutasse para nehures. De cara na taipa cruzou o seu olhar com a janela do outro lado da rua !!....
- Passa Chuva... Passa Chuva... anda ver... anda ver quem está alí.
Já aquele se estirava ao seu lado e da sua boca saía um espantado Oh!!!!!!....
- É o Bernardo, pá!!!!!!!!!!! É o Beeern...ardoooo, pá.... Afinal o gajo mora ali !!!!!
- Pois é..... sempre é verdade que que o gajo é rico com'ó caraças.... Já viste bem ?? Olha p'ró tipo sentadinho a pôr manteiga no pão.... e com criada a encher a tijela - exclamou o Fivelas espantado !!!! arrematando...
- É mesmo rico......
- Mais do que isso !!!!! É Riquíssimo
- atalhou o Passa-Chuva...
- Como sabes ??? - Disparou o Fivelas entusiamado...
- Porque ele está a pôr manteiga nos dois lados do pão.... não vês ????

(Portugal é o país da CEE com mais baixo valor per capita e com um maior
fosso entre as classes baixa e alta, percebendo-se o desgaste da dita média pela profundidade encontrada naquele)





21 maio 2006

A ponte é uma passagem

Para a outra margem, lá diziam os "Jáfumega" na canção.
Lembram-se de ter falado sobre uma ponte que estavam a construir lá no local paradisíaco que frequento, tanto quanto posso ?? Aliás, tal lugar tem sido objecto do meu dizer neste blogue pelo que de bem nos faz, a mim e à minha cara-metade.
Enquanto a "pequenada" se geria sob o nosso tecto, também para elas este local lhes fez bem, muito bem mesmo.... ao ponto de, agora cada uma em sua casa, o citarem sempre com saudade e nostalgia ( da filha que está longe, muito longe... ) e da filha que em sua casa ( está muito perto de nós ) anseia por lá passar uns dias, lembrando-se dos tempos em que "pigoitávamos" por lá.
Quanto à ponte(zinha) a substituir uma precária passagem do ribeirito, vamos às imagens:

Antes:
Depois:
Acabadinha de construir esta ponte assegura o frenético correr do ribeirinho alentejano que, tal como o "Basófias" de Coimbra, desafia as leis do caudal.
No Outono vai recebendo águas e no Inverno, corre mais ou menos depressa e cheio e depois, na Primavera, dá-lhe a preguiça e seca (ano passado foi assim) e por fim no Verão, deita-se e fica a ver as pessoas a passar o seu vau, à sombra da frondosa árvore que lhe acalma o calor da terra seca, estaladiça.
Dá para mais umas tomadas de cena... vejam:




e assim ficamos a perceber a "enorme" evolução do lugar.
O marco geodésico fica à mão e em segurança, o caminho grande tem uma passagem firme e eficaz e até os homens que levam o gado para as pastagens não têm que galgar a "ribêra" em equilibrismo pois ela "nã vá cheia" nem o amor (deles) está na outra banda, também como diz a canção.

Como vêem, nada como passar por lá e ver como está a coisa ( qualquer dia dou-vos as coordenadas.... cshcshcshcshcsh....hihihi... qualquer dia.... lá para 30 de Fevereiro... cshcshcsh..)

E nada como deixar no ar um "cheirinho" no ar...... vejam:












Meu Deus.... como gosto disto......

Deliciem-se.

GU-GU DÁ-DÁ....UAHHHHUAHHHH !!!


Reparem nesta Princesa
Quem diria que a sua Mamã é a mesma que, há uns 25 anos, dizia do alto dos seus 4/5 anitos: " Oh Mãe...aqueles senhores estão a falar noutra côr!!!....
Maria João e Victorino, estais de parabéns por esta lindíssima bebé. Menino ou menina, como sempre, o que interessava era nascer bem, saudável e catita.
Para o avô João... ainda não é desta, o rapazinho... Para a avó Nanda.... uma grande, enorme, alegria... para a TiTi... calculo igualmente uma alegria e a criação de uma nova ordem ( a da Tia Avó ). E para as (agora) tias desta bébé, bom... de A a Z esgotam-se os nomes os piropos.
Não há babette que chegue para toda esta gente.
Parabéns a todos e..... a mim (e à Cidália ) também.....

DRAGÃO



Este ano, mais uma vez, o FUTEBOL CLUBE DO PORTO conquistou A Liga de Clubes e para gaúdio de todos (ainda mais) veio ao estádio de Oeiras conquistar a Taça de Portugal.
Quero aqui registar o facto e felicitar todos quanto foram responsáveis pelo feito.
De uma SAD à equipa, do treinador ao mítico e já histórico presidente Pinto da Costa, não sem passar, pois claro, pela massa associativa essa "massa crítica" que demonstra domingo a domingo a intensidade de uma paixão, levada (condenavelmente, ás vezes) aos extremos.
Em minha sincera opinião pensei que este ano não iríamos, de novo, conquistar estes troféus. Pela mudança de treinador e sua fixação em "pôr de lado" mais valias como Jorge Costa, Victor Baia e Postiga, entre outros. Depois foi a percepção de que na segunda metade do campeonato ainda se escolhia a equipa e a táctica e finalmente me parecia que o anterior trabalho do SLB lhe proporcionasse um novo campeonato.
Para além disso a quase convicção de que o treinador Colleman iria suplantá-lo em método, técnica, táctica e cordialidade. Felizmente não aconteceu nos três primeiros, de resto foi para mim uma figura exemplar de sobriedade, educação e profissionalismo.
Imperou a teimosia e frieza de Co Adriennse, obstinação num sistema ( contra tudo e contra todos ) e fé na "matéria prima" que depois tanto frutificou e provou ser a melhor.
Hoje, uns dizem que o treinador "deu" dois títulos ao meu querido FCP, outros dizem que foi o contrário e ainda outros pensam como tudo seria mais fácil com este e/ou aquele que foi posto de fora... enfim, para todos os gostos.
Por mim, a "equipa" ganhou e chega... e basta. Mais uma vez desceu do Olimpo e competindo com as divindades terrenas dando-lhes a glória de terem sido uns dignos e renhidos adversários que nunca baixaram braços.
Um S L Benfica e um S C Portugal como eternos candidatos e um F C Belenenses e um V Guimarães como improváves na descida, foram os antípodas de uma tabela que se quis, nesta edição, bem mais competitiva quanto surpreendente.
Para todos, sem excepção, as maiores felicitações e felicidades para o futuro.
Para o FUTEBOL CLUBE DO PORTO que cada vez mais se escancarem as portas do sucesso, quer "equipando" o treinador ou treinada por este.
Bem hajam.

AQUELE OLHAR....

Estive a rever umas fotos.


Olhei atentamente esta, mais esta e mais esta e ainda mais aqueloutras que se seguiram. Aos poucos fui-me apercebendo do riquíssimo património genético de que a família dispõe e ostenta com tanto orgulho e prazer.
Estes olhares são uma amostra dessa mesma riqueza, mais valia de que não abdico.
Alegres e joviais...
Azuis lindos.... outros esverdeados e até se consegue uma mescla de ambos ( que pena as fotos não terem sido tiradas específicamente "aos" olhos ) e a esses não são estranhos uns fortíssimos olhos castanhos, tão profundos como exóticos e tão belos comos os restantes.



Três... as contas que Deus fez.... diz-se.... Mas no caso são quatro. Não me ocorre agora uma foto da MJ ( também ela linda, de lindos olhos e fino recorte ) mas nem por isso deixa de ser tão ou mais importante. Aliás... assume ao momento a importância maior por de sua madre ter desabrochado um lindíssimo bébé que terá lugar em outro bogue.
E mais este olhar, de uma outra sobrinha, a lembrar que toda a família é linda.....

Lindas de morrer....






19 abril 2006

ELES...NO ESPAÇO AZUL


Este é o Mané… carinhosamente, por mim, apelidado de Tangas.
Filho de profissão… sobrinho por hierarquia, “engenhocas” por excelência para além de filósofo, informático, projectista, adivinho, senhor da razão e de todos os argumentos com uma grande capacidade para “fazer” filmes e ainda com uma enorme capacidade para viroses. Como em tudo, é generoso quanto baste e por isso proporciona à família duas por ano: Uma em Maio e outra em Outubro… Coincidência (ou não) são as alturas das notas e resultados escolares.

Senhor de frases impressionantes estabeleceu um novo máximo quando me disse:

- Ena Tio…. Só de te ver a fazer esse gesto de levantar o boião da água… fiquei com uma dor nas costas….
Nota: tratava-se do recipiente que levamos para a mesa.
Sempre soube da sua enorme vontade de trabalhar e capacidade empreendedora mas, tanto…. Não!!!
Ainda por vocação, é um excelente “turista de sofá” e não há “sofaómetro” que consiga avaliar as viagens e os destinos por ele protagonizados naquele tipo de locomoção. Bahh… fantástico.


Em primeiro plano a Sara.
Carinhosamente apelidada de Covinhas por todos, e de Pigoita, por mim.
Ágil que nem uma gazela, com uns lindíssimos olhos castanho esverdeados será, num futuro não muito distante, um quebra corações para todos os pretendentes da redondeza. Igualmente filha de profissão… sobrinha por hierarquia, tem um poço de ternura para dar e vender e é ainda possuidora de uma vitalidade tal que, as pilhas Duracell, à sua beira, são meras bombinhas de rabear das festas de S. João.
É igualmente uma (mas não tanto) adepta do “turismo do sofá” e é certo que uma televisão ligada a “cola” ao piso.
Causa saudades a qualquer um… e a qualquer um causa dissabores de primeira ordem quando, senhora das cartas, nos arrasa com as suas jogadas de mestre no “eleven“ que nos deixam de olhos em bico ( e não somos asiáticos ) e pontos no papel.
Embora com bastante poder de argumentação não suplanta o seu mano mas os dois, juntos, seriam (sempre) um caso sério na Assembleia da República e onde fosse preciso por os “cabelos em pé” aos mais afoitos políticos.
Incondicionalmente adepta das telenovelas, curte a que tem morangos como ninguém e até se mostrou surpresa e afectada com o desaparecimento de um dos (jovens) actores num acidente de viação.
tAMBÉM ELA teve o seu momento alto quando, no Badocas Park (ao mostrar-lhe uma foto minha tirada por ela) me disse: Ó Tio?! Não gosto nada dessa… pareces tó-tó !!!! A terminar, uma constatação: ela e o “engenhocas” do irmão fazem os da luta livre parecerem bebés de infantário… ah, ah, ah….

Ora cá estão os papás dos meus “mafarriquentos” e queridos sobrinhos !!!!

Cunhado Duarte, amigo, o povo (nós) está(mos) contigo e reconhecemos a tua enorme paciência e disponibilidade assim como a grande capacidade para enfrentares o “muro de argumentações” que estes malandrecos constroem em torno de questões importantíssimas com que se degladiam…
Toda a gente fica a saber que já ganhaste o Nobel-Paciência em 2005 e o da Disponibilidade em 2006 e te aprontas já, nos treinos, para 2007 J

A Covinhas é mais assim: - Oh Pai, olha o Mané que não me deixa jogar na PSP dele… ou então… O Mané não muda o canal para o coiso dos morangos !!!!!
O meu querido Tangas é mais assim: - Sara… deixa-me ver esta “cena” porque coisa e tal é que está a dar e tu não precisas de ver isso !!!!!

Aí, com todo a calma, carinho e paciência deste mundo, impõe-se o Duarte com a lapidar frase: - Não inventes, Mané !!!!... que normalmente “arruma” as questões.
Para além destes “graves” problemas ainda tem que lidar com outros de menor importância (??:)) que o levam (de calda química em mão, lol ) aos quatro cantos desta ibérica península a espalhar a palavra (e a calda) do senhor (seu patrão) esperando avidamente que se consuma o milagre das “rodas” pela conquista e evangelização de novo apóstolo para as terras de além Madrid a caminho de Barcelona, que começam por um Z e terminam em …Goça….

Estou mesmo a vê-lo de saco no regaço, ouvindo!!: - Dizei-me D.Duarte que levais aí, ao regaço, nesse saco tão fecundo ?? ao que ele responderia… Nada, senhor meu chefe e meu patrão!!!! São quilómetros… senhor… são quilómetros que eu poupei nas minhas rotas do mundo !!!!!! Graças à conversão do discípulo à palavra de vossa Senhoria!!!

E a minha querida mana ?? Que dizer da nossa Nídia, Nidocas para os mais íntimos…


Um pouco menos paciente que o seu par, gasta mais umas “palavras a abater” para obter consensos nas discussões e oposições dos mafarricos mas lá consegue levar a água ao seu moinho.
Tendo uma certa capacidade para delegar a resolução de alguns problemas e funções no seu extremoso esposo não é menos verdade que gere uma grande empresa de logística, que a leva a alguma exaustão… Veja-se a LevAscola.Trans a rodar semanalmente entre a sua casa e as escolas dos “chavalitos” para se cumprirem os compromissos com a sua outra empresa, esta de catering, a ComamLá.Rest por forma a estarem alimentados a tempo e horas escolares.
De permeio, a lide dos escritórios centrais destas empresas… a manutenção do espaço Zoo que embelezam o ambiente, quer em fauna ( dois gatos; um canário; dois aquários ) quer em flora (plantas, mais plantas). Isto, sem falar ainda do cargo de Relações Públicas que detem na firma ManeSara.escol e que a leva com alguma frequência ás reuniões escolares dos seus “pupilos”. Uma canseira !!!!!!
A CEE proibiu agora o azeite em galheteiro e anteriormente, a colher de pau no serviço alimentar e porque a Nidocas já não pode distribuir “galhetas” (conteúdo do galheteiro) contrariou a normativa e… ficou com as “colheres de pau” com as quais vai resolvendo as questões mais difíceis, dando “de comer” aqui e ali, ora a um ora a outro (quando não os dois) resultando num tempero equilibrado, que nem os comensais contestam J

Diverti-me imenso com todos eles e espero que se tenham divertido connosco e agora noto que me diverti igualmente a fazer esta narrativa, que espero seja tão gostosa de humor a ler como o foi para mim ao escrever.

Gostamos muito de todos eles e assim homenageio a sua condição familiar e amiga.

Não invento mais…

Gosto muito de vocês…

ESPAÇO AZUL

Poderão os mais perspicazes deitar o título desta crónica para um entendimento desportivo pelo facto de o meu clube estar prestes a vencer (mais um) o campeonato nacional de futebol da Primeira Liga, espalhando o seu azul (e o branco, claro) pelos céus do nosso contentamento e do deste cantinho luso, ultimamente ensombrado por umas nuvens… um enevoado e uma claridade própria da Páscoa e da altura do ano.

Desenganem-se, pois, os mais afoitos.

Espaço azul tem a ver com Setúbal e periferia, tem a ver com tradição e reencontro, com as férias escolares e profissionais dos familiares que recebemos em nossa casa durante estes últimos dez dias.

Após a nossa ida ao Norte eis que a moeda de troca “rolou na bancada” e saldou contas.

Entre uma visita e outra espaçaram (pasme-se) … um dia… isso mesmo…um dia e quando os recebemos parecia que não estávamos com eles “desde ontem” mas sim há bastante tempo, tal a alegria e a satisfação do reencontro.

Pois bem:

Foram a irmã Nídia mais o cunhado Duarte o sobrinho “engenhocas” Mané e a “pigoita” sobrinha Sara (Covinhas…para os mais chegados) a pedra de toque destes excelentes dias.

O que fizemos ?

Os dois primeiros dias serviram para o descanso do guerreiro. Duarte o “cavaleiro do asfalto” desta feita andou sempre a pé, passeando e visitando esta sala de visitas do Sado, rio de nossa afeição e antecâmara de um Alentejo que nos haveria, igualmente, de acolher. Não deu assim “trabalho e de comer” aos cavalos da sua viatura e pôs de lado a engenharia química que o faz rodar pelos quatro cantos, peninsularmente Ibéricos.

Convívio com a Família… com os filhotes… Descomprimindo e recuperando, partilhando (às vezes consigo próprio) do sossego e da calma do momento e, claro está, da nossa satisfação em os ter cá.

Gizamos planos que puderam ser elaborados a contento, a saber: - Uma visita à Sesimbra piscatória e turística (outra sala de visitas) ....


uma ida ao Cabo Espichel (com tanto de magnífico como de abandonado)



e um regresso pela lindíssima Serra da Arrábida, dama de longas saias em cujas faldas se anicham os mais belos recantos de paisagem natural, praias e por
tinhos para deleite dos passeantes….

Uma aventura no Rio Sado para a observação dos golfinhos e paisagem envolvente…


Uma ida ao Alentejo onde, na orla marítima entre Santo André e Sines se encontra no Badocas
Park a iniciação a África e sua fauna

(mais que a flora, presumo) ou à evocação dessa mesma África para os que nela estiveram e viveram (cultivando, segundo dizem, uma saudade e uma memória inigualáveis) … e por último (mas não menos importante) uma ida a Lisboa para uma visita ao Planetário Calouste Gulbenkian

onde uma nova tecnologia de projecção permite dar-nos a conhecer melhor os céus de Portugal e a mais variada temática do Universo, conforme os programas do dia. De qualquer forma, uma preocupação didáctica para que os nossos sobrinhos assimilassem novas informações e conhecimentos (ou reformulação destes).
Fizemos tudo isto, cumprimos o “programa” mesmo com relativa ajuda do tempo e ainda nos sobrou tempo para “abrir o casino” com sessões (após o jantar) do “Eleven” a obrigar-nos a uns bons momentos e onde a Covinhas mostrava a sua perícia em acabar o jogo e nós a contarmos os pontos na mão…a somar aos anteriores…
Quando partiram, ficamos felizes por os ver igualmente satisfeitos e prontos a enfrentar de novo o ritmo da escola, de casa e do trabalho, respectivamente pensando já em novas aventuras.

Foi bom… voltem sempre.

12 março 2006

Ainda os trinta anos....

Que dizer destes festejados trinta anos de casamento que ocupou já uma "letritas" neste espaço e no da filhota Fatinita??
Tudo e nada. Sim, digo isto porque toda a sua cumplicidade ficou aqui (e lá) registada em palavras, fotos e gestos.
De todas as lembranças foi, quiçá pela distância ( Boston não é ao virar da esquina ) e pela ausência ( por isso não se voa por dá cá aquela asa :) a mais marcante e afectiva. Um momento imparável.
Todavia, e porque a nossa outra filhota ( a de cá ) tinha agendado para sua casa um almoço de fim de semana a comemorar ainda o evento e em encerramento das festividades, não imaginavamos nem sabíamos o que ( mais... ) nos esperava.
O enredo era simples. Porque estivemos fora na data festiva, própriamente dito, faríamos o almoço no sábado seguinte ( ontem ) em ambiente familiar e recatado, privando com a nossa já Tenente mais o seu Alferes ( casados civil e militarmente ) ... na intimidade familiar. Estão a ver ....
Apenas uma amiga comum estaria presente. A TéTé ... e mesmo a sua presença chegamos a por em causa, nao por não a querermos mas pelo simples facto da sua filhota fazer anos nesse dia e com uma netinha ( linda Leonor... ) de leite admitirmos a sua presença naquele e não no nosso evento.
Mas a TéTé veio ao nosso festejo ( pensamos que o jantar seria na filha, a compensar...) e foi logo directa para casa da Eduarda e do Eurico e a filhota logo nos ligou:

- Venham daí porque a Teresa já cá está!!!!!! veio logo para aqui...

Assombro nosso...

- É porque trouxe carro... boa... de Lisboa aqui... arrojada mesmo....

E lá fomos para o quartel dos nossos filhos militares, prontos para a "guerra" que é como quem diz... garfo!!! firme.... colher!!! sentido.... apresentaaarrrrrrrr!!!! faca..... olhaaaarrr copo!!!! direitoppp.....

Foi ao entrar em casa que a "revolução" aconteceu !!!! A seguir ao habitual e rasgado sorriso da filhota ( e ar cúmplice do Eurico maridão ) e franquear de portas até à ( fabulosa ) sala de estar... a TéTé lá estava... e de repente apareceu o Eduardo dela!!! ( carinhosamente apelidado de Balholha e avô Cocas ) e... logo a seguir o Rucas genro deles!!!! e... a Cris!!! mais sua Leonor ( NôNô para os mais íntimos...sim... porque bébé tem as suas exigências...) .
Fantástico... os nossos queridos amigos de Lisboa estavam cá por via da astúcia da nossa filhota que em absoluto sigilo nos negou a antecipada alegria de os ter...... Exultávamos de alegria e de surpresa.
Se fosse possível visionar a cena em câmara lenta veríamos os sorrisos e as cores abertas de todos, congestionados pelo factor do inesperado e em absoluto vergados sob o brilho dos olhares... e os movimentos lentos dos efusivos abraços e afectos... que dia lindo ia ser aquele.
De repente, um som familiar...
Queridos!!!! E nós também cá estamos!!!!!
E a Ci ( a minha metade ) a dizer, estupefacta... Dina... Armandina!!!!!!!! e eu parvo já de todo ainda a recompôr-me de uma e a entrar noutra, vi a Dina.... O Melo.... a Rosarinho ( umas das lindíssimas filhas deles ) ... e a fechar a oitava maravilha que foi aquele encontro... a Teresa do Espigueiro !!!!! Não queríamos acreditar !!!!!
Os nossos amigos de Gondomar... os nossos fraternos e queridos amigos de Gondomar ( ainda a expensas da diatribe da Eduarda ) vieram a Setúbal para privar, enriquecer e dar um novo tom ao dia que preconizávamos.
A apoplexia foi total... Incrível... Como foi possível...
A presença de todos estes amigos foi uma prenda fantástica, assim como a sua alegria e participação.
A gastronomia desse dia foi memorável. Os nossos filhos foram incansáveis: madrugaram, cozinharam e sociabilizaram como ninguém.... foram inexcedíveis. O empenho a mestria e a VOSSA dedicação não tem preço em lado algum.
Uma particular ênfase ao trabalho do Eurico na confecção daquela cozinha e doçaria impressionou-me. Aliás.... impressionou toda a gente se bem que se sabe o quão boa és igualmente nas questões da cozinha. Filha de peixe.....
Tal como todos os Gauleses fazem ( nos livros de Astérix ) o dia correu sem pressas e quando a noite veio, em torno de um luxuriante fogo ( amor, amizade e gosto de viver ) contaram-se, cantaram-se e interiorizaram-se todas as coisa boas que a vida nos reserva e acrescentamos mais um elo à fortíssima corrente que nos une.
Bem hajam a todos por tudo e... por nada. Foram insubstituiveis
e indispensáveis.
Pinchuça - Tenente.... Não há palavras nem nada que faça encontro de contas com a tua audácia e engenho. Com a tua boa disposição e bondade deste-nos ( também ) uma belíssima prenda, com a ajuda do teu Alferes. MUITO OBRIGADO.
De nós para vocês todos um abraço do tamanho do mundo.
Até sempre...

07 março 2006

30 ANOS


Fomos, hoje, umas flores de um jardim que a nossa Fatinita tão bem soube colorir.
Obrigado e esperamos que as imagens correspondam à tua “jardinagem”....
Dos Fatinito’s... após 30 anos de matrimónio dos quais 28 coloridos com a tua presença.
Os que vierem ( e esperamos que sejam muitos, muitos mais ) só darão mais brilho,
riqueza e valor a estes já cumpridos, e cumprir-se-á, sempre, a tão "Portuguesa" palavra "Saudade"
Dos Fatinos com amor.





06 março 2006

PORQUE GOSTA DO AMARELO


Directamente de Veneza para a minha Fatinita, porque gosta do amarelo.

18 fevereiro 2006

O PODER DA DEDUÇÃO

04h20 da madrugada.
Depois do turno ( e de uns copos com os amigos ) Octávio dormia já a sono solto...
Josefa virava-se e tornava a agitar-se como se estivesse ou com pesadelos ou com a digestão retardada.
Um começou a sentir-se incomodado e o outro apercebeu-se que incomodava.
A dado momento, Josefa soergue-se aflita e sai da cama. Dirige-se à casa de banho e por lá dá largas à sua indisposição.
De regresso à cama sente Octávio acordado, meio-cá, meio-lá, resmungando entre dentes: - Então?! Zefa, o que tens??.... Ao que ela responde: - Vê lá tu... antes de me deitar tomei um copo de leite e comi uma Maria e a estas horas ainda estou cheia e saciada.
No dia seguinte Octávio sai de casa, em claro abandono de lar, rosnando entre dentes: - Eu sabia... eu já desconfiava.... eu bem que desconfiava...
Josefa, inconsolável, com o pacote das bolachas nas mãos, trementes e chorosa, ficou-se a vê-lo sair não percebendo as razões daquele abandono....

04 fevereiro 2006

" Ergeu-me no ar, segurou-me ao colo e, tal como o via fazer tantas vezes com a minha Mãe, deu-me a mão, para de seguida a encostar ao peito. Encostei também a cabeça ao ombro dele e naquele balouçar quase hipnótico, ficamos os dois de olhos fechados a escutar " ...

Este texto faz parte do blogue "casaco amarelo em (N.Yorque) Harvard" e pela mão e escrita de minha filhota ( hallo, Fatinita !!! ) uma prosa de recordações veio, de alguma forma, ternurar o meu dia e também envolver-me em alguma nostalgia, não daquela bafienta, chorosa e doentia mas daquela que nos faz sentir vivos, satisfeitos e agradecidos por se lembrarem de nós, desta tão linda quanta remeniscente forma.
Lembro-me de todos os momentos ternos, amorosos, bons e prazenteiros que tive com as minhas filhotas enquanto pequeninas e... elas sabem-no, estou sempre pronto para jogar ao berlinde, à apanhada, nadar, andar de bicicleta, sei lá!!!!! tantas coisas !!! Temos é que nos fazer pequeninos e corrermos furtivamente para o jardim... Depressa !! que o dia é curto e o sol vai alto !!!!....
E para terminar, direi!!!!

Sim filha, danço contigo...
Ontem, hoje, amanhã e sempre !!!!

29 janeiro 2006

NEVE EM SETÚBAL

Segundo a vizinha do lado. há mais de 40 anos que não nevava em Setúbal.
Hoje, acompanhando a vaga de frio que assola toda a Europa, a neve veio a té nós e para nosso regozijo invadiu o nosso quotidiano... mesmo que por pouco tempo fosse.
Eis as fotos:

27 janeiro 2006

CUMPLICIDADES


A cumplicidade entre filhos, geográficamente distantes ( uma nos USA outra, em PORTUGAL) , a cumplicidade das sociedades civil e militar ( uma em Harvard outra na Força Aérea Portuguesa, e o calendário, obrigaram-nos a "abrir" no passado dia 23 a nossa última prenda do Natal passado.
No Centro Cultural de Belém desembrulhamos o laço... com os bilhetes na mão retiramos o papel e... no ambiente confortável do Grande Auditório "lemos" o postal das Boas Festas... "PATRÍCIA BARBER - 1ª PLATEIA - C16 / C18... esperando que gostem!!!"
Os últimos são os primeiros, diz-se e este não fugiu à regra.

Casa cheia. Fundos negros, intimistas, no palco. Traços de luzes em focos azulados e vermelhos ( bordeaux's ) conferiam à volumetria da sala a vontade de se tornar numa aprazível sala de estar onde se pudesse disfrutar de um são convivio entre amigos, companheiros de gostos e prazeres.
Em pleno palco, à direita, toda a percurssão ( bateria, congas, pratos, missangas, caixinha de areia, etc, etc. No sentido esquerdo, logo a seguir, a amplificação para a as guitarras ( clássica e eléctrica ), a seguir os baixos ( viola -baixo e contrabaixo todo estilizado... xpto... ) e por fim, naquela extrema, o sóbrio e clássico piano de cauda.
Testemunhas desta parafernália sónica, os fios eléctricos, os cabos e os microfones, estes tão bem projectados no espaço. Numa galeria superior, bem lá no alto e a garantir a distribuição do som, às extremas, as potentes e numerosas colunas de som.
Tudo isto, mesmo assim, virtualmente inseridos no "tal" ambiente intimista, dos amigos, mas... ainda faltava algo.
E esse algo tornou-se claro e lógico aquando da entrada da cantora e dos seus músicos. Eram ao todo, quatro elementos. O negro imperava nas suas vestes, desde o tailleur de Patrícia Barber até ao tradicional vestir do percurssionista, calça e camisa pretas. O preto, encarnado e o cinza das "cordas" perfilavam-se no ambiente, a par com as luzes de palco jogando entre si.
Com uma informal postura, Patrícia Barber tirou os sapatos ( dava para sentir o toque da alcatifa da tal sala de amigos ) depois... as meias ( como quem dissesse: Ok pessoal... sintam o nosso calor e partilhem desta intimidade, não façam cerimónia..cheguem-se para cá !!! ).
A dizer-nos o quão informal e intimista seria o concerto, nada mais nada menos do que um cálice tipo "balão" corado com um castanho ébano ( quiçá brandy?? conhaque?? aguardente velha??... até podia ser chá!!! ) que mais fazia "sentir" o estar em casa. Só faltou mesmo a lareira acesa, as baforadas de um qualquer "Cohiba" e.... enfim...
Ouviu-se a voz gutural, forte mas redonda, no jazz mais "previsível" no reinventado ( Dizzie Gillispie ) e ainda embelezando melodias de todos os tempos... Wonderfull, Light My Fire e no mesclar de géneros ( apresento-os por lembrança, não por ordem de actuação ) lugar ainda para o (quanto a mim) jazz puro ou abstracto ( pareceu-me, num trecho, um pouco "ás pinceladas" ... lembrei-me, não sei porquê de uma pintura Picasso... Nem sempre se entende o que lá está mas... aceitamos que seja assim.. e faz história ) .
Uma voz a lembrar Diana Krall cruzando-se com outros tons, uma percurssão de "topo" a sustentar todas as "portas" do desempenho, uma guitarra eficiente tanto quanto um baixo, ambos a dar crédito à altíssima qualidade do espectáculo e o linguajar de Patrícia Barber ( que tão bem soube ceder silêncios ( para os "seus" músicos ) e projectar a sua voz e alma a cada trecho em cumplicidade com um piano que acabava nas pontas de seus dedos teatralisados, quando estes se movimentavam no espaço, para lá do teclado real para o virtual que, por certo, brotava da sua introspecção para o entusiasmo.
Belíssima prenda esta que tão bem "desembrulhamos" e sorvemos.
Quando saímos da sala, pareceu-me ter ouvido o crepitar na lareira da última lenha, já só brasas, e os passos conformados ( mas satisfeitos ) sobre a alcatifa.
De repente, alguém pegou nos sapatos e meias, igualmente satisfeita, e de sussuro... fechou a porta.

23 janeiro 2006

ELEIÇÕES

Um punhado de candidatos apostou os seus créditos políticos para tentarem ocupar a “cadeira” suprema do aparelho de estado deste nosso Portugal.

Uma candidatura dita supra-partidária, empunhando a bandeira do seu absentismo político… melhor dizendo… com mais ausência de palco do que outra coisa, uma outra enfunada a quatro ventos pelo apoio incondicional do seu aparelho partidário e governo vigente, uma outra, em contra-vento, desse mesmo aparelho partidário, traída… portanto dissidente. E porque a procissão ainda não estava completa outros estandartes se perfilaram.

Um… o da esquerda “formatada” e obediente ao estanque sistema comunista que pretendeu o aproveitamento das sinergias criadas em torno da figura do seu secretário-geral, visual ( e virtualmente ) “fora” do prototipo dos anteriores líderes, outro o de uma esquerda inconformada com a primeira e divergente das restantes, procurando “olhos nos olhos” afirmar-se no universo dum eleitorado já experimentado nas legislativas últimas. Por último o esquerdo estandarte menor ( apenas na importância de voto) de alguém que gostaria de ter a oportunidade de mostrar a sua coragem de “mudar de rumo”

Os panais bruxulearam em todas as frentes defendendo a sua “dama” tocados a ventos de esperança.

Os arquitectos dos moinhos de vento reinventados brandiram as lanças por suas Dulcineias e estas, proas de nau, deram corpo às vagas e marés das campanhas eleitorais que levaram e trouxeram as quimeras e as realidades conseguidas.

Cada um desembarcou na praia que mereceu.

Só um cravou a bandeira ao desembarcar na realidade desejada. Só esta bandeira ostenta uma esfera armilar, não a dos “novos mundos ao mundo” mas sim a de diferentes e novas vias de esperança e recuperação, não só de um “estado de alma” mas de milhões de almas de um Estado.

Por mim, o desfecho agrada-me e coaduna-se com o querer e esperança do meu voto mas não basta o novo Presidente dizer que será O “de todos os Portugueses “ .

Preciso será que todos os Portugueses O entendam como tal.

A vontade férrea de vencer as adversidades será o elo “chave” que deve colocar as duas áreas de governação sob uma única bandeira.

A nossa…

20 janeiro 2006

RUMO AO SOCIALISMO


Não resisto !!!!!!!!!!!!!!!!

Buááááááááá´´....hahahahahahahah.......brruuuááááááááá

17 janeiro 2006

MUDAM-SE OS TEMPOS......

1967 ?? 1968 ??? Por aí...
Um dia, numa paragem de autocarro, um miudo dos seus 13/14 anos resolveu fazer paragem ao mesmo de uma maneira diferente. De mãos nos bolsos há que levantar uma das pernas.
Para além de mim, miudo igual mas menos inspirado, outras pessoas cumpriam o ritual ( tal como eu ) dos seus empregos. Cedo, bastante cedo...
O autocarro parou abruptamente abriu-se a porta e o motorista, nítidamente incomodado com a atitude, saíu directo ao moço e záz !!!!! prega-lhe uma grande chapada: - Quem julgas tú que eu sou?? Algum animal??... e em cima desta mais um puxão de orelhas, e não entrou naquele autocarro, com a firme aquiescência de todos aqueles adultos... sim senhor !!!!
Ficou-me na retina. Pelo modo como fui educado, nunca, mas mesmo nunca, teria feito uma coisa daquelas.
Era assim que as coisas funcionavam.
Hoje, no ano da graça de 2006, estavamos nós ( esposa e outros ) a aguardar o autocarro. Na fila, umas quantas pessoas ( era o autocarro Jumbo/grátis/Setúbal ) esperavam que o motorista abrisse a porta.
Dois jovens escolares, dentro daquela mesma idade, entraram no veiculo sem passarem "píveda" aos que ordeira e naturalmente esperavam a sua vez. Desse instante a esta lembrança foram uns microssegundos... fantástico !!!! Nem tempo houve de os interpelar e a educação de agora.... enfim.
Enfim... falhou a educação dos jovens, eventualmente dos pais, eventualmente dos professores ou então, estes códigos de conduta nem sequer são já ministrados.
Enquanto reflectia sobre isto, chamou-me a atenção para uma pessoa ( mais idosa do que eu ) que ao entrar e enquanto galgava o degrau, deixou cair a sua bengala... O motorista da empresa que se encontrava a "instruir" o novo companheiro quanto ao itinerário a tomar, interrompeu ( ou viu interrompida ) a sua conversa e durante uns segundos acompanhou visualmente o evidente esforço que o passageiro fez para naquela posição ( um pé num degrau e o outro já no interior, agarrado ao varão metálico ) apanhar a sua bengala, sem esboçar um único e mínimo gesto de colaboração.
Ah!!!!!!!! já me esquecia !!!!!!
Esse motorista era mais velho do que eu e não sei se seria mais novo do que aquele passageiro.
Reflictamos sobre isto.

MUDAM-SE AS VONTADES ......

14 janeiro 2006

Arrependimento

João Etílico da Dorna o "Goela Seca" caminhava cabisbaixo, titubeante e quase sem norte, rua fora.
A vida era demais. Demais para ser mãe, passou a madrasta, demais para conselheira, vestiu-se matreira, tentadora, perigosamente ausente de sorte, esperança e fé ( aqui, a caridade, não tinha lugar). Se alguma esperança houvesse que ela lhe deitasse a mão, lhe valesse e o salvasse, aquela morreu na praia de ( mais ) uma enorme bebedeira que o pôs de "pé para a cova".
Valeu-lhe ter escorregado e caído no passeio... tal era a maré "alta" que lhe atormentava a cabeça e por alí ficou, a escassos metros dos portões do Resort "Las Tabuletas" da Terra Fria.

" Balha-me deues !!!! Schiiiii!!!! como eue estoue, carago!!!!!
Num me aguento nas canelas, num seie o que estoue a fazere e tamém num seie o que quero!!!! Prefiro morrere a continuar nesta bida..... balha-me deues.... acudam-me os santinhos todos....tou cheio disto..."

Tentando perceber o que via ( a noite vestia-se de um manto branco nevoeirento e denso ) e o que ouvia ( áquela hora ninguém se atrevia portas fora ) fez um esforço para apurar os sentidos, pelo menos os mais "secos".
O restolhar de roupas e passos abafados despertaram-lhe a atenção. De dentro do denso nevoeiro surge-lhe um vulto, estranho vulto este que lhe fazia sombra com as suas asas e manto, largos. A luz do candeeiro próximo já não lhe fustigava o rosto nem lhe turvava o pouco de vista que ainda tinha.

"Ena, desta bez é que foie a sério.... que g'anda piela que'u apanheie.. sim senhoreeeeee!!!!
Agora até já bejo anjinhos e tudo, he,he,he........"

Não te enganas, criatura..... Fui enviado à Terra para te valer e salvar da bebedeira de ontem, tão grande foi a súplica e arrependimento que então formulaste e... encontro-te noutra pior??!! Não tens vergonha ???
Traíste os desígnios supremos e como tal desmereceste-os... Abandono-te à tua sorte pois há mais alguém a quem valer, e nisso me apresso....

"naonhe, num bás imbora pá!!!! tem calma e salbame de uma bez por todas.... em taménhe mereço pá!!!! sofro muito quando bolto ao normale.....

"Tens arrependimento??? Sinhe..... Vontade???? Tamenhe.... És sincero??? Cunfesso....
Então lamentas muito tudo isto ???? Sinhe, sinhe e sinhe....
Ora então, em duas palavras, demonstra-o.

"ABSINTO!!!!..... muiiiiittttto!!!!......"

08 janeiro 2006

ENCERRADO PARA BALANÇO

Estimados Leitores, Clientes e Amigos

Por virtude da mudança de ano e real contabilidade física dos stocks, tenho a informar V.Exªs. que este estabelecimento se encontra encerrado para balanço, até ao próximo dia.... deixa cá ver...... Olhem !!!! Abrirá no primeiro dia logo a seguir ao último deste enderramento.

PS: Por motivos de força maior, não me é possível adiantar dia de calendário em virtude da CM do Peso da Régua, se encontar ( também ela ) em balanço, contando os ferros e parafusos da já famosa PONTE DO TRECO TRECO a pontos de quase me dar um.... treco !!!!!!!
Chiça !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :)

29 novembro 2005

A PONTE DO TRECO TRECO II

Isto promete !!!!

Após o capítulo primeiro desta saga, deitei mãos à obra e fiquei à espera de uma resposta da C.M.P.Régua, via email, a uma minha sugestão + pergunta relativas à ponte de ferro daquela Cidade.
Como disse, salvo erro, aquele grande senhor que é o Presidente Pinto da Costa, esperei sentado por causa das varizes ( ou coisa assim ) e bem o fiz !!!!!
São já passados largos dias ( semanas, pelo menos duas ) e népia de resposta.
Na procura de melhores informações para os temas em debate "google-pesquisei e.... encontrei este simpático endereço

"http://www.espigueiro.pt/noticias/imagens/2979_gr.jpg

site da Central de Informações Regionais que, logo em primeira página, me dava novas da ( velhinha ) ponte.
Cá vai o texto na íntegra....

07-07-2003
Régua: Autarquia insiste na recuperação de pontes sobre o rio Douro
Os projectos já estão em estudo no IEP

A Câmara Municipal do Peso da Régua ao longo de pontes da última década promoveu negociações com os diferentes Governos, alertando-os para a importante necessidade de recuperação e revitalização das pontes sobre o rio Douro – Ponte Metálica e Ponte Viária EN2.

As potencialidades do desenvolvimento turístico do Peso da Régua relacionam-se fundamentalmente com a sua massa urbana, o potencial cultural que lhe está associado e a sua localização, face aos recursos turísticos de significativo valor nacional e internacional associados ao Douro e ao sistema natural, cultural e económico do Vinho do Porto.

Existe um conjunto de potencialidades que concedem a Peso da Régua o seu perfil de plataforma turística do Douro. A Ponte Metálica integra esse conjunto, no âmbito da afirmação estratégica da cidade em termos do comércio, articulada com a promoção e valorização turística. Para isso, é intenção da Autarquia Reguense revitalizá-la, transformando-a numa zona pedonal ou velocipédica.

Relativamente à Ponte Viária da EN2, a autarquia lembra que é urgente o alargamento do seu tabuleiro, tendo em conta o fluxo intenso e diário do tráfego.

Não obstante o persistente empenhamento desta Câmara Municipal neste processo, junto da JAE e dos Institutos que lhe sucederam, certo é que o assunto, por vários motivos, não teve o acompanhamento necessário, tendo-se, por isso, protelado.
No decorrer deste ano, a Autarquia contactou o Instituto das Estradas de Portugal solicitando que fosse reiniciado o processo de trabalho conducente à concretização deste desiderato que, aproveitando o património existente, permitirá enobrecer e rentabilizar turisticamente Peso da Régua.

Em resposta ao solicitado, o IEP informou que, neste momento, está em curso um “Estudo de Viabilidade”, relativo à recuperação da Ponte Metálica da Régua. O estudo tem em vista a utilização (pedonal e de motociclos) da ponte, bem como a análise de soluções de intervenção e respectiva análise comparativa de custos.

O estudo desenvolve-se em três fases: Inspecção Principal; Inspecção Subaquática e Estudo de Viabilidade. Neste momento, foram já executados os trabalhos correspondentes à Segunda fase. O prazo de execução do Estudo de Viabilidade é de 150 dias.

Quanto ao alargamento da ponte de alvenaria da EN2, o IEP informou que esta intervenção obriga a uma análise equilibrada quanto aos custos e à viabilidade estética e estrutural do seu aproveitamento para uma plataforma mais ampla que, pode ser equacionado em função da eventual reabilitação da ponte metálica. Um possível estudo sobre esta matéria fica para um futuro próximo tendo em conta a dificuldade com que o cruzamento de veículos pesados se processa.


Se eu não sabia, se vocês não sabiam, e se nem a Câmara sabia ( pelos vistos...pois não respondeu ) agora !!!!! ficamos todos a saber.... há planos.