29 janeiro 2006

NEVE EM SETÚBAL

Segundo a vizinha do lado. há mais de 40 anos que não nevava em Setúbal.
Hoje, acompanhando a vaga de frio que assola toda a Europa, a neve veio a té nós e para nosso regozijo invadiu o nosso quotidiano... mesmo que por pouco tempo fosse.
Eis as fotos:

27 janeiro 2006

CUMPLICIDADES


A cumplicidade entre filhos, geográficamente distantes ( uma nos USA outra, em PORTUGAL) , a cumplicidade das sociedades civil e militar ( uma em Harvard outra na Força Aérea Portuguesa, e o calendário, obrigaram-nos a "abrir" no passado dia 23 a nossa última prenda do Natal passado.
No Centro Cultural de Belém desembrulhamos o laço... com os bilhetes na mão retiramos o papel e... no ambiente confortável do Grande Auditório "lemos" o postal das Boas Festas... "PATRÍCIA BARBER - 1ª PLATEIA - C16 / C18... esperando que gostem!!!"
Os últimos são os primeiros, diz-se e este não fugiu à regra.

Casa cheia. Fundos negros, intimistas, no palco. Traços de luzes em focos azulados e vermelhos ( bordeaux's ) conferiam à volumetria da sala a vontade de se tornar numa aprazível sala de estar onde se pudesse disfrutar de um são convivio entre amigos, companheiros de gostos e prazeres.
Em pleno palco, à direita, toda a percurssão ( bateria, congas, pratos, missangas, caixinha de areia, etc, etc. No sentido esquerdo, logo a seguir, a amplificação para a as guitarras ( clássica e eléctrica ), a seguir os baixos ( viola -baixo e contrabaixo todo estilizado... xpto... ) e por fim, naquela extrema, o sóbrio e clássico piano de cauda.
Testemunhas desta parafernália sónica, os fios eléctricos, os cabos e os microfones, estes tão bem projectados no espaço. Numa galeria superior, bem lá no alto e a garantir a distribuição do som, às extremas, as potentes e numerosas colunas de som.
Tudo isto, mesmo assim, virtualmente inseridos no "tal" ambiente intimista, dos amigos, mas... ainda faltava algo.
E esse algo tornou-se claro e lógico aquando da entrada da cantora e dos seus músicos. Eram ao todo, quatro elementos. O negro imperava nas suas vestes, desde o tailleur de Patrícia Barber até ao tradicional vestir do percurssionista, calça e camisa pretas. O preto, encarnado e o cinza das "cordas" perfilavam-se no ambiente, a par com as luzes de palco jogando entre si.
Com uma informal postura, Patrícia Barber tirou os sapatos ( dava para sentir o toque da alcatifa da tal sala de amigos ) depois... as meias ( como quem dissesse: Ok pessoal... sintam o nosso calor e partilhem desta intimidade, não façam cerimónia..cheguem-se para cá !!! ).
A dizer-nos o quão informal e intimista seria o concerto, nada mais nada menos do que um cálice tipo "balão" corado com um castanho ébano ( quiçá brandy?? conhaque?? aguardente velha??... até podia ser chá!!! ) que mais fazia "sentir" o estar em casa. Só faltou mesmo a lareira acesa, as baforadas de um qualquer "Cohiba" e.... enfim...
Ouviu-se a voz gutural, forte mas redonda, no jazz mais "previsível" no reinventado ( Dizzie Gillispie ) e ainda embelezando melodias de todos os tempos... Wonderfull, Light My Fire e no mesclar de géneros ( apresento-os por lembrança, não por ordem de actuação ) lugar ainda para o (quanto a mim) jazz puro ou abstracto ( pareceu-me, num trecho, um pouco "ás pinceladas" ... lembrei-me, não sei porquê de uma pintura Picasso... Nem sempre se entende o que lá está mas... aceitamos que seja assim.. e faz história ) .
Uma voz a lembrar Diana Krall cruzando-se com outros tons, uma percurssão de "topo" a sustentar todas as "portas" do desempenho, uma guitarra eficiente tanto quanto um baixo, ambos a dar crédito à altíssima qualidade do espectáculo e o linguajar de Patrícia Barber ( que tão bem soube ceder silêncios ( para os "seus" músicos ) e projectar a sua voz e alma a cada trecho em cumplicidade com um piano que acabava nas pontas de seus dedos teatralisados, quando estes se movimentavam no espaço, para lá do teclado real para o virtual que, por certo, brotava da sua introspecção para o entusiasmo.
Belíssima prenda esta que tão bem "desembrulhamos" e sorvemos.
Quando saímos da sala, pareceu-me ter ouvido o crepitar na lareira da última lenha, já só brasas, e os passos conformados ( mas satisfeitos ) sobre a alcatifa.
De repente, alguém pegou nos sapatos e meias, igualmente satisfeita, e de sussuro... fechou a porta.

23 janeiro 2006

ELEIÇÕES

Um punhado de candidatos apostou os seus créditos políticos para tentarem ocupar a “cadeira” suprema do aparelho de estado deste nosso Portugal.

Uma candidatura dita supra-partidária, empunhando a bandeira do seu absentismo político… melhor dizendo… com mais ausência de palco do que outra coisa, uma outra enfunada a quatro ventos pelo apoio incondicional do seu aparelho partidário e governo vigente, uma outra, em contra-vento, desse mesmo aparelho partidário, traída… portanto dissidente. E porque a procissão ainda não estava completa outros estandartes se perfilaram.

Um… o da esquerda “formatada” e obediente ao estanque sistema comunista que pretendeu o aproveitamento das sinergias criadas em torno da figura do seu secretário-geral, visual ( e virtualmente ) “fora” do prototipo dos anteriores líderes, outro o de uma esquerda inconformada com a primeira e divergente das restantes, procurando “olhos nos olhos” afirmar-se no universo dum eleitorado já experimentado nas legislativas últimas. Por último o esquerdo estandarte menor ( apenas na importância de voto) de alguém que gostaria de ter a oportunidade de mostrar a sua coragem de “mudar de rumo”

Os panais bruxulearam em todas as frentes defendendo a sua “dama” tocados a ventos de esperança.

Os arquitectos dos moinhos de vento reinventados brandiram as lanças por suas Dulcineias e estas, proas de nau, deram corpo às vagas e marés das campanhas eleitorais que levaram e trouxeram as quimeras e as realidades conseguidas.

Cada um desembarcou na praia que mereceu.

Só um cravou a bandeira ao desembarcar na realidade desejada. Só esta bandeira ostenta uma esfera armilar, não a dos “novos mundos ao mundo” mas sim a de diferentes e novas vias de esperança e recuperação, não só de um “estado de alma” mas de milhões de almas de um Estado.

Por mim, o desfecho agrada-me e coaduna-se com o querer e esperança do meu voto mas não basta o novo Presidente dizer que será O “de todos os Portugueses “ .

Preciso será que todos os Portugueses O entendam como tal.

A vontade férrea de vencer as adversidades será o elo “chave” que deve colocar as duas áreas de governação sob uma única bandeira.

A nossa…

20 janeiro 2006

RUMO AO SOCIALISMO


Não resisto !!!!!!!!!!!!!!!!

Buááááááááá´´....hahahahahahahah.......brruuuááááááááá

17 janeiro 2006

MUDAM-SE OS TEMPOS......

1967 ?? 1968 ??? Por aí...
Um dia, numa paragem de autocarro, um miudo dos seus 13/14 anos resolveu fazer paragem ao mesmo de uma maneira diferente. De mãos nos bolsos há que levantar uma das pernas.
Para além de mim, miudo igual mas menos inspirado, outras pessoas cumpriam o ritual ( tal como eu ) dos seus empregos. Cedo, bastante cedo...
O autocarro parou abruptamente abriu-se a porta e o motorista, nítidamente incomodado com a atitude, saíu directo ao moço e záz !!!!! prega-lhe uma grande chapada: - Quem julgas tú que eu sou?? Algum animal??... e em cima desta mais um puxão de orelhas, e não entrou naquele autocarro, com a firme aquiescência de todos aqueles adultos... sim senhor !!!!
Ficou-me na retina. Pelo modo como fui educado, nunca, mas mesmo nunca, teria feito uma coisa daquelas.
Era assim que as coisas funcionavam.
Hoje, no ano da graça de 2006, estavamos nós ( esposa e outros ) a aguardar o autocarro. Na fila, umas quantas pessoas ( era o autocarro Jumbo/grátis/Setúbal ) esperavam que o motorista abrisse a porta.
Dois jovens escolares, dentro daquela mesma idade, entraram no veiculo sem passarem "píveda" aos que ordeira e naturalmente esperavam a sua vez. Desse instante a esta lembrança foram uns microssegundos... fantástico !!!! Nem tempo houve de os interpelar e a educação de agora.... enfim.
Enfim... falhou a educação dos jovens, eventualmente dos pais, eventualmente dos professores ou então, estes códigos de conduta nem sequer são já ministrados.
Enquanto reflectia sobre isto, chamou-me a atenção para uma pessoa ( mais idosa do que eu ) que ao entrar e enquanto galgava o degrau, deixou cair a sua bengala... O motorista da empresa que se encontrava a "instruir" o novo companheiro quanto ao itinerário a tomar, interrompeu ( ou viu interrompida ) a sua conversa e durante uns segundos acompanhou visualmente o evidente esforço que o passageiro fez para naquela posição ( um pé num degrau e o outro já no interior, agarrado ao varão metálico ) apanhar a sua bengala, sem esboçar um único e mínimo gesto de colaboração.
Ah!!!!!!!! já me esquecia !!!!!!
Esse motorista era mais velho do que eu e não sei se seria mais novo do que aquele passageiro.
Reflictamos sobre isto.

MUDAM-SE AS VONTADES ......

14 janeiro 2006

Arrependimento

João Etílico da Dorna o "Goela Seca" caminhava cabisbaixo, titubeante e quase sem norte, rua fora.
A vida era demais. Demais para ser mãe, passou a madrasta, demais para conselheira, vestiu-se matreira, tentadora, perigosamente ausente de sorte, esperança e fé ( aqui, a caridade, não tinha lugar). Se alguma esperança houvesse que ela lhe deitasse a mão, lhe valesse e o salvasse, aquela morreu na praia de ( mais ) uma enorme bebedeira que o pôs de "pé para a cova".
Valeu-lhe ter escorregado e caído no passeio... tal era a maré "alta" que lhe atormentava a cabeça e por alí ficou, a escassos metros dos portões do Resort "Las Tabuletas" da Terra Fria.

" Balha-me deues !!!! Schiiiii!!!! como eue estoue, carago!!!!!
Num me aguento nas canelas, num seie o que estoue a fazere e tamém num seie o que quero!!!! Prefiro morrere a continuar nesta bida..... balha-me deues.... acudam-me os santinhos todos....tou cheio disto..."

Tentando perceber o que via ( a noite vestia-se de um manto branco nevoeirento e denso ) e o que ouvia ( áquela hora ninguém se atrevia portas fora ) fez um esforço para apurar os sentidos, pelo menos os mais "secos".
O restolhar de roupas e passos abafados despertaram-lhe a atenção. De dentro do denso nevoeiro surge-lhe um vulto, estranho vulto este que lhe fazia sombra com as suas asas e manto, largos. A luz do candeeiro próximo já não lhe fustigava o rosto nem lhe turvava o pouco de vista que ainda tinha.

"Ena, desta bez é que foie a sério.... que g'anda piela que'u apanheie.. sim senhoreeeeee!!!!
Agora até já bejo anjinhos e tudo, he,he,he........"

Não te enganas, criatura..... Fui enviado à Terra para te valer e salvar da bebedeira de ontem, tão grande foi a súplica e arrependimento que então formulaste e... encontro-te noutra pior??!! Não tens vergonha ???
Traíste os desígnios supremos e como tal desmereceste-os... Abandono-te à tua sorte pois há mais alguém a quem valer, e nisso me apresso....

"naonhe, num bás imbora pá!!!! tem calma e salbame de uma bez por todas.... em taménhe mereço pá!!!! sofro muito quando bolto ao normale.....

"Tens arrependimento??? Sinhe..... Vontade???? Tamenhe.... És sincero??? Cunfesso....
Então lamentas muito tudo isto ???? Sinhe, sinhe e sinhe....
Ora então, em duas palavras, demonstra-o.

"ABSINTO!!!!..... muiiiiittttto!!!!......"

08 janeiro 2006

ENCERRADO PARA BALANÇO

Estimados Leitores, Clientes e Amigos

Por virtude da mudança de ano e real contabilidade física dos stocks, tenho a informar V.Exªs. que este estabelecimento se encontra encerrado para balanço, até ao próximo dia.... deixa cá ver...... Olhem !!!! Abrirá no primeiro dia logo a seguir ao último deste enderramento.

PS: Por motivos de força maior, não me é possível adiantar dia de calendário em virtude da CM do Peso da Régua, se encontar ( também ela ) em balanço, contando os ferros e parafusos da já famosa PONTE DO TRECO TRECO a pontos de quase me dar um.... treco !!!!!!!
Chiça !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :)

29 novembro 2005

A PONTE DO TRECO TRECO II

Isto promete !!!!

Após o capítulo primeiro desta saga, deitei mãos à obra e fiquei à espera de uma resposta da C.M.P.Régua, via email, a uma minha sugestão + pergunta relativas à ponte de ferro daquela Cidade.
Como disse, salvo erro, aquele grande senhor que é o Presidente Pinto da Costa, esperei sentado por causa das varizes ( ou coisa assim ) e bem o fiz !!!!!
São já passados largos dias ( semanas, pelo menos duas ) e népia de resposta.
Na procura de melhores informações para os temas em debate "google-pesquisei e.... encontrei este simpático endereço

"http://www.espigueiro.pt/noticias/imagens/2979_gr.jpg

site da Central de Informações Regionais que, logo em primeira página, me dava novas da ( velhinha ) ponte.
Cá vai o texto na íntegra....

07-07-2003
Régua: Autarquia insiste na recuperação de pontes sobre o rio Douro
Os projectos já estão em estudo no IEP

A Câmara Municipal do Peso da Régua ao longo de pontes da última década promoveu negociações com os diferentes Governos, alertando-os para a importante necessidade de recuperação e revitalização das pontes sobre o rio Douro – Ponte Metálica e Ponte Viária EN2.

As potencialidades do desenvolvimento turístico do Peso da Régua relacionam-se fundamentalmente com a sua massa urbana, o potencial cultural que lhe está associado e a sua localização, face aos recursos turísticos de significativo valor nacional e internacional associados ao Douro e ao sistema natural, cultural e económico do Vinho do Porto.

Existe um conjunto de potencialidades que concedem a Peso da Régua o seu perfil de plataforma turística do Douro. A Ponte Metálica integra esse conjunto, no âmbito da afirmação estratégica da cidade em termos do comércio, articulada com a promoção e valorização turística. Para isso, é intenção da Autarquia Reguense revitalizá-la, transformando-a numa zona pedonal ou velocipédica.

Relativamente à Ponte Viária da EN2, a autarquia lembra que é urgente o alargamento do seu tabuleiro, tendo em conta o fluxo intenso e diário do tráfego.

Não obstante o persistente empenhamento desta Câmara Municipal neste processo, junto da JAE e dos Institutos que lhe sucederam, certo é que o assunto, por vários motivos, não teve o acompanhamento necessário, tendo-se, por isso, protelado.
No decorrer deste ano, a Autarquia contactou o Instituto das Estradas de Portugal solicitando que fosse reiniciado o processo de trabalho conducente à concretização deste desiderato que, aproveitando o património existente, permitirá enobrecer e rentabilizar turisticamente Peso da Régua.

Em resposta ao solicitado, o IEP informou que, neste momento, está em curso um “Estudo de Viabilidade”, relativo à recuperação da Ponte Metálica da Régua. O estudo tem em vista a utilização (pedonal e de motociclos) da ponte, bem como a análise de soluções de intervenção e respectiva análise comparativa de custos.

O estudo desenvolve-se em três fases: Inspecção Principal; Inspecção Subaquática e Estudo de Viabilidade. Neste momento, foram já executados os trabalhos correspondentes à Segunda fase. O prazo de execução do Estudo de Viabilidade é de 150 dias.

Quanto ao alargamento da ponte de alvenaria da EN2, o IEP informou que esta intervenção obriga a uma análise equilibrada quanto aos custos e à viabilidade estética e estrutural do seu aproveitamento para uma plataforma mais ampla que, pode ser equacionado em função da eventual reabilitação da ponte metálica. Um possível estudo sobre esta matéria fica para um futuro próximo tendo em conta a dificuldade com que o cruzamento de veículos pesados se processa.


Se eu não sabia, se vocês não sabiam, e se nem a Câmara sabia ( pelos vistos...pois não respondeu ) agora !!!!! ficamos todos a saber.... há planos.

17 novembro 2005

A PONTE DO TRECO TRECO I


Na minha última visita à cidade do Peso da Régua, entre acaloradas conversas com as minhas ( belas ) sobrinhas, naturais dessa ( também bela ) cidade e região, veio a baila um tema algo misterioso, esotérico até, enleado nas reminiscências... as de agora...do nosso actual espaço físico e de outras que nos remeteram para áreas mais etéreas e que se prenderam com o facto de haver, ou não, reencarnação e se sim... bom !!!! Assunto de discussão para largo tempo, horas talvez mas... esse mesmo tempo atalhou-nos o passo e tivemos que fazer pausa. Não sem que ficasse no ar uma pesquisa sobre uma ponte antiga, de ferro, que desembocando no lado de lá na curva do Torrão se me afigura, desde sempre, um pequeno mistério.
Ou seja..
A minha querida sogrinha ( infelizmente já ausente ) contava que para se passar por lá se pagava uma pequena portagem ( ou pontagem, lol :) )... coisa de tostão ou meio tostão... vejam só.
Este que subscreve estas palavras tem a firme certeza, de que passou por ela, nos passeios que
seus Pais davam então, saídos do Porto para tantos outros lugares.
Segundo os cálculos e projecções de idade, a minha ( 52 primaveras...não é velhice... mas sim evolução....) não dava para que tal tivesse sucedido.
Olá!!!!! Nada de teimar, não senhor!!!
Deixámos no ar todas as hipóteses ( mesmo a menos terrena ) e comprometi-me, perante aqueles lindos olhos e entusiasmo, a fazer as minhas diligências e leituras sobre a matéria para, à posteriori, voltarmos ao tema.
Para já, estou em contacto net com a Câmara Municipal para sorver algumas informações que me possam ajudar e a par deste procuro leitura adequada onde puder.
Se a ponte ( como diz o poeta cantor ) é uma "miragem" para a outra margem... poderá ser também uma "passagem" e aqui fundir-se-ão ( e confundir-se-ão ?? ) as duas áreas do nosso suporte de vida. A física e a espiritual....
Espero ter o maior sucesso na pesquisa pois... antevejo vivas e acaloradas conversas...
Aguardem, então e por favor, pela parte II deste assunto, que espero venha a contento de todos.
E assim fica no ar o mistério do "treco - treco" expressão que define o barulho dos pneus sobre as traves de madeira e que ainda paira na minha memória.... e esta !!!! heinn!!!!!!

10 novembro 2005

Quem passa....


Lá diz a canção... " por Alcobaça... não passa sem lá voltar".....
O mesmo não acontece com VISEU. Quem por lá passa, desorienta-se e perde-se e logo, logo, a manga arregaça para não mais lá voltar, passar, ficar, etc etc etc....
Quem tem que atravessar a cidade confronta-se, à cabeça, com uma enormidade de rotundas ( vulgo...bolachas ) que se de alguma forma cumpre o seu dever de ordenar o tráfego não deixa de cansar um pouco, mas... o problema mesmo... é a falta de sensibilidade e horizontes curtos dos que, dirigindo o município, vivem o dia olhando para os seus umbigos e desleixam as condições dos que têm que passar, circular ou mesmo até ficar ( pernoitar ) naquela cidade.
Todos agradecem as importantes obras do IP3 e 5 e os Viseenses agradecem ainda mais o progresso e a desenvoltura económica e social que as comunicações ( estradas, acessos, etc ) lhes proporcionam.
Agora, o inadmissível é que, para um qualquer que queira atravessar a Cidade, tenha que se munir de um sofisticado GPS e uma Bolinha de Cristal ( e se calhar mais umas cartitas do Tarôt ) para adivinhar e encontrar e lêr as indicações que lhe proporcionem "entrar; cruzar; e sair" dali sem ficar com os nervos em pé, contribuindo para uma stressante condução...é de mais...
O exemplo mais recente foi agora em Novembro. Obras na saída de Viseu-Norte...desvios e mais desvios... eu queria ir para o sentido de Lamego... segui umas dúbias informações de "desvio ip5" cheguei a uma bolacha ( mais uma rotunda ) mesmo em frente a um hospital e... cadê as indicações para Lamego, Régua, V.Real ??? Com um pouco de jeito ficava logo ali (no hospital ) a receber tratamento aos nervos. Há, então, que perguntar a saída daquele labirinto a dois naturais que, com alguma dificuldade lá explicaram o "vai-que-não-vai" e "volta-que-não-torna" ( aí quase precisamos de uma bússola ) pelo que, depois de passar por cima do sítio onde estava, lá vieram mais "bolachas" e....finalmente....uma indicaçãozita de Lamego...vá lá, vá lá....
Mas o melhor estava para vir....
Numa definitiva "bolacha" vi, então, o que tanto ansiava... A29 AUTOESTRADA e um indicação kilométrica de cerca de 1,5 km para o dito desvio. Lá fui, coadjuvado por minha esposa, atento e observador e depois de cumpridos os 1,5km's, autoestrada....nickle's.
Parando de novo junto a um supermercado...mais uma pergunta...mais uma viagem... e logo ficamos a saber que... "- para apanharem a autoestrada têm que virar além para o ip5 sentido de Aveiro e só depois...mais além... é que encontram a dita !!!!
E foi assim, no meio de tanta desdita e infortúnio, que nos "safamos" de Viseu e seus Edis, não sem que jurasse logo ali.... De futuro, vou para a Régua pelo Porto... vindo de Setúbal, tanto faz... E sempre passo pela minha terra e famílias... e onde sou bem recebido é onde deixo o meu dinheiro. É assim que o turismo funciona !!!!
Com a minha roulotte tenho percorrido vários países da europa e indo por sítios nunca dantes visitados nunca tive problemas de maior com os caminhos a tomar.....
Porque somos tão "pequeninos" e "mesquinhos" se daí não provém nada de novo ???? Nem a copiar somos bons, irra !!!!.......
O protesto não foi ainda feito à respectiva Câmara em virtude de o "site" não estar disponível. Temo que, nessa estrada da comunicação, também continuem a olhar para o umbigo e a descurar a sinalização.

27 outubro 2005

A PROPÓSITO DA SUÁSTICA

Creio que na passada semana (ou terá sido na outra??) surgiu a informação de que, um sobrevivente dos campos de concentração de Hitler, tinha falecido aos 92 anos . De qualquer forma, provecta idade para um qualquer idoso, quanto mais para quem passou pelos horrores daqueles tenebrosos tempos.
Dito assim.. vulgarizar-se-ia a notícia e o seu impacto. Mas não !!!
Estamos perante a notícia da morte de SIMON WIESENTHAL.

Sofrendo o que sofreu naqueles campos de concentração, foi encontrado no de Mauthasen entre as poucas pessoas ainda com vida. O facto de ter sido um sobrevivente durante todo este tempo, constituiu uma bandeira hasteada no imaginário de todos os que, como ele, puderam despir as roupas listradas de morte e vestir as ( poucas ) da dignidade, honra e respeito humano , dando na sociedade um “murro no estômago” despertando emoções e desenterrando fantasmas que de outra forma nunca teriam a sua catarse.
Não sei se todos conseguiram expurgar das suas mentes e vidas as terríveis gestações da dor, sofrimento e animalização a que foram sujeitos mas... por cada nazi procurado descoberto e entregue às autoridades do Mundo ( desde o fim da segunda guerra mundial ) por certo que, largas e largas dezenas de pessoas tiveram a sua hora de justiça, sem compensações é certo... e a sua condição humana reposta. Por certo que dormiam melhor depois de cada captura e a certeza de serem julgados pelos seus crimes.
Sei, isso sim, que inconformado com a (sua) condição humana de todas aquelas vidas (milhões de despojados física, mental e espiritualmente) entendeu prestar-lhes, dia após dia, ano após ano, durante todo este tempo a única homenagem possível.. caçando-os...
É igualmente certo que o sentimento de vingança foi o “motor” para que passasse o resto da sua vida na cruzada ímpar de encontrar os mentores e (seus) carrascos ao serviço daquele Hitler símbolo mor da ignomínia, da vergonha e da tresloucada “purga” rácica em busca do arianismo eivado de utopia, mas... para quem passou o que passou, quem perdeu a esposa e familiares nas câmaras de gás não podia contentar-se com sentimentos mais nobres E Eles não o mereciam...
Foi dele um dos livros que mais me magoou na minha juventude.
Foi dele um dos propósitos que me marcou ao longo da vida… O de pedir Justiça e fazer prevalecer a Verdade nem que para isso tivesse que esperar mais de 20 ou 30 anos (tornando com isso intemporal a responsabilidade dos actos) para levar aos Tribunais do Mundo todos os algozes possíveis.
Essa foi a maior ( mas não sei se reconhecida ) e mais virtuosa homenagem que alguém fez aos (já) ausentes e (ainda) presentes daquela negra e triste página da História da Humanidade.
Esta é a homenagem que lhe presto (a todos) curvando-me perante a imensidão do seu ser e da sua vontade.
Bem sei que necessitamos de mais Wiesenthal’s, todos os dias e em todos os quadrantes do Mundo porque, de uma maneira ou de outra as tresloucadas “purgas” continuam… as tresloucadas Utopias persistem e nem a vergonha humana e os campos de concentração acabaram…
Viva Wiesenthal….

RASTEIRA MENTAL

RASTEIRA MENTAL
O quotidiano proporciona-nos momentos curiosos, por mais simples que sejam.
Foi o caso desta cena num destes dias…
Estava eu olhando através da vidraça (ainda pondo os pensamentos em dia) paulatinamente sorvendo o meu pequeno almoço, enquanto a companheira ia escrevendo as “palavritas cruzadas” ensanduichadas entre pão e café. A dado momento fui chamado à realidade:
- Oh Morzito!!!! Como é que se chamava a cruz, emblema do Hitler??....
E quando eu me preparava para responder… a minha Morzita, ocorrendo-lhe mentalmente a informação… precipitadamente disparou:
- Já sei !!!! Esquece !!! É a cruz ciática!!!.....
No momento imediato desmanchamo-nos a rir, espontânea e divertidamente, atirando eu para longe as preocupações e aquele ar sisudo.
Ainda com algum sorriso a espraiar-se nas nossas caras… lembrámo-nos daquela vez em que a nossa filha mais nova disse, a respeito da música caboverdeana, qualquer coisa como….
- Pois… a fulana de tal… aquela cantora caboverdeana que canta as sornas !!!....
Reatamos o riso… ela completou as “cruzadas” eu acabei o meu pequeno almoço e o dia nasceu com outra cor…
Simples mas eficaz………

19 outubro 2005

Alguma nostalgia


A foto em apreço mostra, para além das pessoas, uma artesanal passagem sobre um riacho ( que nestes tempo de seca teima em não correr ) a transpôr quando damos os nossos passeios oásicos, em fins de semana e afins.
Um marco geodésico espera-nos no fim para, do alto relativo, podermos observar a linda e esmagadora paisagem ( aquando dos pores-do-sol ) que nos retempera nos traços da sua lagoa, areais e mata... para além do encanto migratório das várias espécies que por lá habitam.
Pois bem... para os (poucos) priveligiados leitores a quem estou a fazer crescer água na boca ( que é como quem diz... lembrar o bom ) digo que já não há esta passagem. Agora está em conclusão uma pequena ponte, cujos contornos ( integrados no ambiente ) me fazem lembrar um entrada para um conto de aventuras.... quem sabe... musa inspiradora para elas, pelo menos.
Brevemente, aqui porei a foto do acontecimento. Até lá....

18 outubro 2005

Caçadas de outros tempos

O Ti'Manel é um castiço companheiro de campismo, alentejano de quatro costados, tendo como berço as terras bejenses.
Beja e outras cidades deste belo Alentejo, ainda hoje são rotas de caça para os intrépidos guerreiros de camulfulado e merendas, que a tudo atiram e a nada acertam, porquanto a caça, ( essa devastada em parte por incêndios e por outra por razões que escapam ao comum do cidadão mas que incita, nomeadamente à caça clandestina ) vai-se esgotando. Destes dias nem vale a pena falar... de cegonhas a garças e a passar por outras espécies, sabe-se que nehuma escapa ao "chumbo" de alguns...
Vale a pena é falar dos tempos de caça da infância do Ti'Manel, que do alto dos seus setenta e tal anos ( oitenta ?? ) se remete para os seus 15/16 anos, tempo de ser "mochileiro" dos senhores de Lisboa que para lá se deslocavam nas suas caçadas. De pessoas muito importantes a ministros da época (Américo Tomáz...para quem se lembre ) nenhum dispensava o serviço destes "mochileiros" e estes, para atalhar à fome e á míngua daqueles dias acorriam solícitos.
Então... o jovem Manel "mochilava" um desses importantes caçadores, com o sol a romper, a caminho das portas e terrenos favoráveis à investida, quando uma perdiz se levantou...
A tiro certeiro lá ela se embrulhou e caiu mais à frente, apressando-se o caçador a orientar o mochileiro para a apanhar mas este, o nosso jovem, logo lhe fez sinal para não se mexer !!!!
Pois é !!! Mesmo ali quase a seus pés, arrochado, estava um lebrão, belo exemplar da espécie, que petrificado se acoutava na sua camulfulagem. Sim senhor !!!! Um enorme lebrão.
Como mandam as regras era preciso levantar o animal, dar-lhe espaço de corrida e dignidade de morrer e só então se levantava a arma e se dava tiro.

- Oh moço !!!! Atira-lhe uma pedra e levanta-o.....

Assim o fez este "mochileiro"... Atirou a pedra... que cortando os ares... foi bater certeira no animal. Quando todos esperavam o salto e corrida este, sem perceber o que lhe tinha acontecido, levou uma pancada na cabeça e ficou-se logo ali, finado !!!!

- Olha !!!! o bicho nã se levantou !!!!

O mochileiro pegou no animal e levou-o ao caçador.

- Olhe... pegue lá !!!!!

- Não senhor !!! Eu, matei a perdiz.... Esse animal é teu !!!! Leva-o... foste tu que o mataste.

Nesse dia a família do "mochileiro" aconchegou-se melhor à lareira e fez repasto confeccionado no gesto do caçador.

17 outubro 2005

BREJEIRICES

Mercado de Ovar, sábado, em véspera de eleições autárquicas.

Muita gente a vender, muita gente a comprar e bastante gente a passear por entre as tendas, bancas e balcões de comes-e-bebes.

Era o meu caso, quando acompanhava a minha família naquele ritual.

A dado momento paramos na área de mercado propriamente dito ( dos frangos, das couves e batatas, frutas e quejandos ) e ali fiquei a olhar em volta ao de redor de toda aquela azáfama, pessoas e comportamentos ( tal como a minha Fatinita ( Casaco Amarelo ) diz… é muito agradável e interessante ver os comportamentos e atitudes das pessoas….então nos aeroportos !!!! )

De repente um curioso diálogo entre duas vendedeiras despertou-me a atenção, apurando o ouvido:

- Pois é ??? A minha já não dá… já é velha !!!

- Num dá ??

- Não. A minha já não dá mas a sua é bem mais nova e dá “grelo” concerteza… A minha é que não dá !!!

Virei-me e deparei com as duas senhoras, já nas casa dos 60 anos, ou perto, alimentando aquela conversa.

Reparei então que vendiam sementes de leguminosas e uma delas tinha na mão um punhado delas onde espetava um dedo e as separava para realçar a “qualidade” do produto.

Esbocei um sorriso ( em que estaria eu a pensar ?? ) e uma delas dando um toque de braço na outra, repetiu… sorrindo:

- A minha, já é velha, já não dá grelo… não senhora….

CATURRICES

Que dizer da velhice ?? Mais propriamente da modificação de comportamentos motivados, quer pela idade quer por uma qualquer doença vascular ou ainda pela própria personalidade ??

Coisas insondáveis….

Recordo-me agora de um filme de nome “Duplex” em que todos estes ingredientes fazem dele uma comédia agradável, onde alguma marginalidade e conivência são a “pedra de toque” para um comportamento de uma (inicialmente…) agradável velhinha, que….. bom, bom !!! o melhor é irem procurar o respectivo dvd !!!

Mas de uma ficção à realidade pouco vai e ocorre-me agora uma confidência de uma (idosa) vizinha a respeito de uma outra ( já octogenária ) companheira de partilhas, porta com porta. A primeira comprava e emprestava-lhe a revista “cor de rosa” e a segunda partilhava com aquela o jornal diário… e assim sucessivamente. Até que… um dia…

- Olhe lá!!!! Já li o jornal mas há um suplemento que me interessava, será que posso ficar com ele ??

- Está bem…pode… mas então você paga metade do jornal !!!!

A idosa senhora ( que há uns anos atrás tivera um acidente vascular ) antes que de novo lhe desse um “treco-treco” voltou atrás com a intenção e desde logo ( claro ) deixou de ser tão prestativa quanto à sua revista.

- Ai não, que não !!!

- Se queria levar dinheiro por causa do suplemento então… levava-lhe dinheiro por ler a minha revista… ora essa !!!!

Quando esta nos confidenciava esta peripécia, eis que se sai assim:

- Ela é velha é velha mas é muito esperta !!!!!!!!!!!! Sabe bem o que faz….

- É muito agarrada ao dinheiro…. Veja lá que é mouca e usa aparelho mas… não o põe a funcionar para não gastar a pilha…. É mas é muito esperta !!!!

e lá se foi para casa deixando neste écran da vida um filme, não “Duplex “ mas “Triplex” porque o nosso patamar tem três andares.

Geriatrices !!!!


11 outubro 2005


ELEI��ES: Tamb�m no passado Domingo, a popula�a, uma mais arruaceira do que outra, tamb�m elegeu ( contra a �tica e a moral ) uns Barrab�s que por c� andam ( abrasileirados ou n�o...) a troco de uma crucifica��o de estranhos panais, azulados ou n�o, por via dos seus altares e adora��es tacanhas. Posted by Picasa

Jesus Cristo foi a hasta p�blica em concorr�ncia com um condenado Barrab�s, arguido de muitas penas e condenado sem delongas por Pilatos. A popula�a preferiu o marginal e licitou-o por uma crucifica��o. Posted by Picasa

13 abril 2005

ACONTECE....

Ao mais pintado... digo eu.
Domingo a filha Alferes e o futuro genro (também) Alferes, vieram cá a casa jantar, antes de rumarem para as instalações militares onde estão colocados.
Trazendo umas formas para juntamente com a Madalê ( a mãe ) fazerem uns docinhos e coisas assim, estávamos todos contentes por dar, mais uma vez, uso ao novo forno ( por acaso a gás ) e pôr à prova as suas capacidades ( do forno ) e qualidades (das pasteleiras ). Vai daí, empenharam-se a fundo e eis que em pouco tempo estava-se a ligar o dito.
Aos primeiros toques do acendedor....népia....pas de gás... pas de chama!!!
Como é norma nestas coisas, ei-las a chamar pelo Fadalê (o pai, moi même ) para que acorresse a uma possível anomalia que impossibilitava a chama.
Liga e desliga a torneira do gás... verifica o interior do forno... volta a ligar e a desligar a dita... mais umas isqueiradas e...népia... pas de chama...pas de gás.
O futuro genro juntou-se à comitiva e todos com o livro de instrucções em aberto, há que rever os passos, procedimentos e até... repetir mais do mesmo.
Voltámos ao princípio.
Depois de intensas lutas com o aparelho e as instruções, com a barriga a dar horas, lá nos conformamos... Não funcionava mesmo, de gás nem cheiro e as instrucçoes a falar em bloqueador automático, que apaga a chama...mais isto...mais aquilo...e porque assim e vai que torna....
Contentámo-nos com o jantarito, uma sobremesa "desenrascada" no fogão e pronto !!!!!!!!!!!
Entramos na semana a pedir ajuda ao técnico, afinal, a cozinha tem só um mês de vida, após as obras...e este só veio cá hoje, pela manhã.
O que mais nos intrigou foi o facto de, após oito dias de ausência, termos posto tudo a funcionar menos o fogão.
O técnico veio, viu e ouviu e depois.... levou-me 17,85 Euros pelo lapso de não abrir uma torneira de gás, que se manteve escondida por um tabuleiro de roupa mas, principalmente, esquecida na nossa mente.

12 abril 2005


Viagem1: Esta imagem é tipicamente portuguesa. A estrada está muitos metros para cá da objectiva e tem rumo ( em paralelo com a Ria ) para Estarreja, vinda do Furadouro. Os barcos obedecem a outra sinalética que não esta.... A única coerência na imagem é que... a Tradição ainda é o que era... Cuidado!!!! Piso molhado....  Posted by Hello